Adorar em espírito e verdade - A lição da Samaritana

27/03/2020 Edite de Jesus Espiritualidade

Adorar em espírito e verdade - A lição da Samaritana

Na cidade de Samaria, mais precisamente diante de um poço, Jesus aborda uma mulher, em uma circunstância socialmente “negativada”. Isso, porque, além de não ser comum um homem abordar uma mulher para um diálogo, aquela mulher especificamente, era de origem de um povo considerado “inimigo” do seu povo. É interessante perceber que esse encontro se dá diante de um poço e Jesus inicia o diálogo “pedindo água”, muito embora, aparentemente, como foi “advertido” pela mulher, não possuísse meios para retirá-la. Todavia, Jesus vai àquele encontro porque sabia estar diante de um poço muito mais profundo que o poço de Jacó. Reconhecia o vazio que abismava o coração daquela mulher, que, apesar de “acreditar possuir muitas coisas”, nada possuía. Jesus faz a ela um pedido, “da me de beber”, quando na verdade tinha a intenção de saciar a sua sede.

Jesus não conversa com a mulher na multidão, mas a sós, quando os seus discípulos saíram para comprar comida, pois, sabia o valor da intimidade do outro é que ela deveria ser tratada com profundo respeito. Não foi no escuro, mas à luz do meio dia, para indicar clareza e a necessidade de lançar luz à escuridão do interior do poço. Ao trazer à luz, ao proporcionar àquela mulher o confronto com a sua verdade interior, Jesus oferece a ela a água que sacia toda sede de amor, porque Jesus é o próprio amor encarnado. Como, não foi possível àquela mulher compreender, naquele instante tão profundamente essa verdade, ela O reconhece como um profeta. E acolhe a palavra Dele. E a partir de então, deseja adorar a Deus, mas não mais de qualquer jeito, ela se rende ao jeito de Jesus, porque sabe que ali está a verdade. Então ela pede a Jesus a indicação de um monte onde deveria adorar. Jesus alcança o fundo do poço daquela mulher e o enche da água viva, revela-lhe que procura adoradores que possam adorar o Pai em Espírito e verdade.      

 A samaritana sinaliza que possuía conhecimento do Cristo que haveria de vir e nesse momento Jesus se revela a ela. E é essa a beleza do encontro. O encontro da alma sedenta, com a “água viva”, que sacia a sede. O encontro do vazio existencial com a água transbordante do espírito, o encontro das carências mais profundas com o amor superabundante. Ela acreditou no Cristo porque ele revelou tudo sobre ela, pois é aquele que nos conhecesse intimamente, mas para além disso ele se revela. E desde então, ao revelar-se, Jesus a convida também a esse relacionamento íntimo, que dispensa cálculos, suposições, barreiras de quaisquer natureza. A partir do encontro, ela já não mais fazia conjecturas, acerca de alguém que viria, mas falava de alguém que havia tocado sua intimidade e permitido ser conhecido. Ao partir, anuncia a todos a presença de Jesus e fala de quem ele é.

Enquanto isso, os discípulos retornaram e insistiram para que Jesus se alimentasse. Mas, naquele momento, Ele estava completamente saciado porque a sua maior fome é de almas que O acolha e portanto, sejam salvas. Naquele dia sabia que aquela mulher já não era mais a mesma, estava rendida a vontade e a graça do Pai. Ele ainda saboreava a vitória na vida daquela mulher e sabia que assim se cumpria a vontade do Pai.

Todavia os discípulos não entendiam e procuravam saber quem O havia alimentado. Jesus, como sempre, aproveita para ensinar: fala de semeadura, dos campos, da colheita, querendo indicar que a palavra e o testemunho sempre produzirá frutos. E ao seu tempo serão colhidos. Aquela mulher testemunhava tão apaixonadamente Jesus que muitos samaritanos vieram-lhe ao encontro e pediram que ficasse com eles. E Jesus ficou com eles, pois não recusa ficar em um coração que clama sua presença. Desde então, os samaritanos declaram crer, não mais pelas palavras da mulher, mas porque viram e ouviram e agora sabiam, quem Ele era.

Somos também convidados a apresentar o nosso “poço” a Jesus, Ele sabe o abismo, o vazio que aí existe. É preciso deixar que ele alcance o profundo de nossas carências. É necessário deixar que a luz ilumine a escuridão da nossa alma. Muitas vezes estamos assim, também, diante do “poço”, reconhecemos a nossa sede, e até desejamos ir ao monte para adorar, mas as nossas “sedes” nos prende. É necessário, a coragem de abandonar o cântaro e dizer Jesus: “então dê me dessa água”, para que ele transforme a nossa sede em um transbordar, e que possamos responder-lhe  ao apelo de adorar o Pai em Espirito e em verdade.

 

Edite de JesusNeuro/Psicopedagoga - SME MOC/. Missionária colaboradora da Associação Bom Pastor-Comunidade Esdras

Edite de Jesus

Neuro/Psicopedagoga - SME MOC/ Screnner habilitada para aplicar a testagem da Síndrome de Írlen. Missionária colaboradora da Associação bom Pastor-Comunidade Esdras

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