A Samaritana e o doce olhar de Jesus

18/03/2020 Edite de Jesus Espiritualidade

A Samaritana e o doce olhar de Jesus

Jesus era especialista em compreender o coração das mulheres, seus anseios e suas emoções. A primeira foi sua mãe. Ele apreciava e era atento a todo sentimento e cuidado que ela tinha para com Ele e para com os outros. Sem hesitar escutou ao clamor do coração dela, que se compadeceu dos noivos e então, concede por meio dela a graça de transformar a água em vinho na festa de casamento. Ele foi extremamente zeloso e acolhedor em relação aos sentimentos mais profundos de outras mulheres que passaram pelo seu caminho, compreendendo cada uma em sua particularidade, pois prescrutava-lhes o íntimo e orientava a cada uma, a partir de suas experiências pessoais. Foi assim, com Marta, Maria, Maria Madalena dentre outras.

A Bíblia nos retrata de um modo ainda mais profundo o impacto do encontro de Jesus com a Samaritana. O primeiro ponto foi romper com a cultura de que a mulher não merecia ser olhada senão como um objeto aos caprichos dos homens, o segundo foi romper com o distanciamento que havia entre eles, já que pertenciam a povos diferentes e no contexto não lhes era permitido o diálogo. Todavia, Jesus vê, olha, a mulher samaritana e proporciona-lhe um encontro consigo mesma, para que ela pudesse encontrá-Lo.

É interessante a pedagogia utilizada por Jesus, mesmo conhecendo toda realidade daquela mulher, os seus desejos, suas dores emocionais mais profundas, Ele não a aborda como alguém que conhece, ao contrário, Ele manifesta sua sede. Porque no fundo tinha sede da alma daquela mulher, assim como tem sede da minha e da sua alma. Hoje ele continua a chamar a nossa atenção, manifestando a sede da nossa presença aos seus pés na adoração. Não por um capricho, já que Ele não precisaria de nós, mas porque na verdade deseja proporcionar-nos o encontro com Ele.          

No diálogo com Jesus, a mulher samaritana, vai se descobrindo e vai revelando-se, sua vida vai descortinando-se. As marcas dos relacionamentos frustrados, as feridas emocionais ocultas, mas ainda abertas, vão queimando como o sol do meio dia. E nessa hora é lançado luz e calor sobre o inverno interior e as escuridões da alma. E então aquela mulher percebe-se saciada em sua sede. E desde então deixou seu cântaro e foi anunciar. Oxalá se nós, mulheres e homens, ouvíssemos a voz do Mestre Jesus que nos pede “de beber”, que deseja beber da nossa presença diante da Eucaristia, pois é certo que nessa doce presença nossa sede é saciada. E Jesus como especialista em entender nossas dores secretas e as feridas emocionais mais profundas, não somente as curará, mas nos ofertará a água que nos sacia para sempre. E nos tornaremos como aquela mulher que desde então, obstinadamente não cessava de louvá-lo, com a vida, de espalhar quem Ele era, a partir da experiência pessoal do encontro.

Ele fará também de nós mensageiros, seguidores, propagadores, não apenas de uma promessa, mas desse Jesus íntimo que nos olha, nos cura, mata nossa sede. E como a água que umedece a um terreno sequioso, hidrata a sequidão da nossa alma, unindo se a todo aquele que como a mulher Samaritana, exclame de coração, então Senhor, dai-me de beber dessa água viva.

 

Edite de Jesus - Neuro/Psicopedagoga - SME MOC/. Missionária colaboradora da Associação Bom Pastor-Comunidade Esdras

Edite de Jesus

Neuro/Psicopedagoga - SME MOC/ Screnner habilitada para aplicar a testagem da Síndrome de Írlen. Missionária colaboradora da Associação bom Pastor-Comunidade Esdras

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